quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Cartas Persas: Carta 82

MontesquiEU, MontesquiVocê 

Hallo, Amico!
Perdoa-me?
Há muitos dias não escrevo, nem mesmo um bilhete ou Cartão de Natal.
Estou há semanas perdida em meu "Ritual de Fim de Ano".
No meio de papéis escritos a lápis, antigos livros de capa dura e roupas demodê.
Ou seja os poucos e todos os bens materiais, que pretendo desfazer, assim como as velhas idéias.
Ando procurando por palavras e continuo trabalhando em um TEXTO sobre o Perdão.
Não encontro AMOR e não o perdoou por isso.
Vou *XEROCAR uma CARTA de Montesquieu e te enviar.
Guardarei esse livro, pois é o Primeiro Livro que grifo com caneta.
O que comprova o meu atual desleixo e a falta de cuidado com todas as minhas coisas materiais.
Adquiro-as com tanto facilidade e abandono com um despropósito singular.
Tenho certeza que guardas o teu exemplar em francês, intacto e devidamente encadernado, assim como nossas cartas, enumerada, segue uma CARTA PERSA.


CARTA 82


De Rica a Ibben
Em Esmirna

"Embora os franceses falem muito, há no entanto entre eles uma especie de derviches taciturnos que são chamados *Cartuchos. Dizem que se cortam a língua ao entrarem no convento e muitos desejariam desejariam que todos os outro derviches cortassem igualmente tudo para o que a sua profissão lhes torna inútil.
A proposito de homem taciturnos, há outros muito mais singulares e que possuem um talento extraordinário.  São aqueles que sabem falar sem nada dizer e que conduzem uma conversa durante duas horas, sem que nada seja possível desvendá-los, de ser plagiário deles nem de reter uma palavra daquilo que disseram. Esses tipos de homens são da natureza o amável talento de sorrir facilmente, isto é, a cada instante e que ainda gozam de uma alegre aprovação sobre tudo o que dizem. Mas atingem o auge quando sabem emprestar um sentido misterioso a tudo e encontrar mil traços engenhosos nas coisas mais comuns.
Conheço outros que tiveram sucesso ao introduzir nas conversas coisas inanimadas e assim fazer falar os seus trajes bordados, sua peruca loira, sua tabaqueira, sua bengalas e suas luvas.
È capaz de começar pela rua fazendo-se ouvir pelo rumor da carruagem e pelo martelo que bate a porta;Esse prefácio previne pelo resto do discurso e, quando o Exordio é belo, torna suportáveis todas as tolices que se seguem, mas que, por felicidade, chegam muito tarde.
Eu te afirmo que esses pequenos talentos, que não merecem nenhuma atenção em nosso país,aqui servem para aqueles que se sentem felizes em te-los a disposição, em detrimento de um homem de bom senso que praticamente não merece a atenção deles."
 De Paris, 6 da lua de Rebiab 2, 1715

 *CARTUXOS: Referência a ordem monástica dos cartuxos, fundada por Bruno, que prima pela reclusão e pelo silêncio, com raros momentos de coloquio entre seus membros. O designativo provem da cidade francesa de Chartreux, onde a ordem foi fundada, cujo o nome latino era Carthusia, resultando Cartuxa em português. Cartucho seu habitante, bem como o designativo de monge.)

Sim, Meu Amico, 
Tu me conheces como nenhum outro.
Vivo nas sombras de um novo amor, 
Ilustrado nesta capa (veja abaixo).
O primeiro livro que leio em formato E.book.
Anseio por um bom e velho exemplar editado, digno de ser cheirado, abraçado, amassado, folheado...
que não grifarei com caneta.
Como disse, Montesquieu foi o único. 
Com esse gesto grosseiro que cometi, talvez volte a minha inspiração e a tua próxima Cartas do THEO seja sobre o Perdão.
Talvez, talvez, meu MontesquiEU.

"...Sinto que após a nossa ultima discussão, a amizade tenha sido imprudentemente grifada com a caneta da displicência.
O Remorso corroí as paginas, o Arrependimento não chega até o Epilogo, mas o Theo Perdão estará a venda no Amazon.com, por apenas 1,99..."


quarta-feira, 22 de novembro de 2017



Olá, Amico. Comme ça va?

Comprei esse Livro por 2,00 reais, nas máquinas do METRO.
Nesses momentos únicos, sento-me em um dos vagões e deixo-me levar pela Luz da Cidade.
Desço em qualquer estação, em busca de uma Praça, Café e Croiassant.
Encontro-te ao meu lado, organizando a tua coleção de selos falsos ou escolhendo postais que serão guardados em uma pequena caixa de madeira.
Observo-me em outros e naqueles que somos, como se um dia estivéssemos ali, vivendo nesse futuro que sonhamos.

Em Paris?
Penso no século que não definimos, no partido que não apoiamos e nas Cartas que alimentam a história do mundo.
A jovial interpretação de Montesquieu, valoriza, satiriza ou ridiculariza os costumes europeus, ditados por uma monarquia retrograda ou inspirada por uma iluminada Republica.
Li e reli essas Cartas, recebendo-as como uma saída à francesa.Converto-me a Persevidão, ao Persamismo, a Persavidade...
Recolho-me no Serralho e aguardo as instruções do meu Senhor.
Escrava das velhas idéias, anseio pela Libertè!

Theo Castro







Blog do Darley: "...As “Cartas Persas” é uma compilação de textos do filósofo francês Barão de Montesquieu escritos de 1711 a 1720 e publicados anonimamente em 1721. Por meio desta narrativa, critica a sociedade, os costumes, as instituições políticas e os abusos da Igreja e do Estado na França e Europa da época. Montesquieu tem um tom relativista, pois relativiza os valores de uma civilização pela comparação com os de outra muito diferente. Verdadeiro manual do Iluminismo, foi uma das obras mais lidas no século XVIII...."




sábado, 16 de setembro de 2017

DECISÃO PROFERIDA


Olá Amico, 
Obrigado por confiar algo que também pesa em meu coração.
Não há nada de novo, no que sentes, pois estou enamorado de A.
Escolhi essa letra porque é a primeira do alfabeto.
Tenho medo de colocar a verdadeira letra e alguém desconfiar do óbvio.
Ele também não pode compartilhar os mesmos sentimentos que EU.
Presa no meu passado recente,
Não o vejo no futuro que construo agora.
Você me encorajou a não renunciar.
Também vou conservar um pouco de esperança.
O que há de errado em esperar o Dia de São Nunca chegar?
Todos podem impedir que TU escrevas, fale ou veja K, 
mas nada disso pode mudar a opinião do seu coração ou o que acontecerá com o coração dela.
Apenas o AMOR Presente, eterniza o início à espera do sempre. 
Quanto a K, tenho certeza que em breve saberá da decisão PROFERIDA.
Sim, essa também é a minha decisão, meu Amico.

"Amá-lo, até que ele Termine por Amar-me"


Abraços de THEO sempre confidente e castro AMICO.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

A minha Vampirizada Mente CRUA

 Olá Amico!

Estava lendo Cartas em frente a minha Penteadeira,
Eis, que a Imagem que me persegue nos sonhos,
Apareceu EM FORMA de Poesia, por Baudelaire:

VAMPIRO

Tu que, como uma punhalada
Invadiste meu coração triste,
Tu que, forte como manada
De demônios, louca surgiste,

Para no espírito humilhado
Encontrar o leito ao ascendente,
- IInfame a que eu estou atado
Tal como o forçado à corrente,

Como a seu jogo o jogador,
Como à garrafa o beberrão,
Como aos vermes a podridão
- Maldita sejas, como for!


Implorei ao punhal veloz
Dar-me a liberdade, um dia,
Disse após ao veneno atroz
Que me amparasse a covardia.

Mas não! O veneno e o punhal
Disseram-me de ar zombeiro
"Ninguem te livrará afinal
De teu maldito cativeiro

Ah! imbecil-de teu retiro
Se te livrássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadaver de teu vampiro!"


"Que é o amor?
A necessidade de sair de si.
O homem é um animal adorador
Adorar é sacrificar-se e prostituir-se
Assim, todo Amor é Prostituição
.   Charles Baudelaire

sábado, 5 de agosto de 2017

CONTOS DE FADA

Hallo, Amico!
"...Wier wint hier, hat geweint?
Hier wird nicht meher geweint.."

Eu não escrevo Conto de Fadas.

Contos de Fadas são tristes.
Não falam a verdade,
Só falam de amor.
O AMOR é mentira,
que as fadas inventam,
só para contar suas estórias.
"...nenhuma tristeza é maior,
do que o conto de uma Fada,
que machucou o coração,
de tanto amar..."

Contos do Mar são alegres,
cantados pelas ondas,
encantam as sereias,
que mostram as suas pernas,
para as fadas tristes,
que não sabem caminhar.
Na beira da areia...
Uma fada transformou-se em peixe,
ouviu as conchas,
as amigas que gostam de fofocar:
Os contos lá do fundo do MAR.

Contos de Mar alegres ou tristes,
São contos que existem,
Só para a gente se lembrar.
Que a vida é um conto,
Muito engraçado,
que Deus conta para os anjos,
rirem de nós.

A Fada-Triste, as Conchas, as Ondas, Os Peixes e a Pequena Sereia,
nos apontaram para CONTAR.
1, 2, 3...
Lá vão eles outra vez,
Viver mais um CONTO DE FADAS,
outra estória de AMOR...

Dedicado a minha Amiguinha do mar D'Amar o Papai. (Sr. Arco íris).

TRADUÇAO DO ALEMÃO:
" Quem chora aqui, quem tem chorado?
Aqui já não se chora mais..."

Bjs do teu amico THEO Pinto.

sábado, 29 de julho de 2017

Mais do que palavras (More THAN Words)

Olá Amico!
Uma IMAGEM vale mais do que palavras.
Vc pode ouvir  o THEO velho single riscado?
Essa é a ouvinte que ganhou o CD do Extrume. 
Bruma Cristina. 
 PARA COMPROVAR A INDENTIDADE da vencedora, nós levamos a AMICA até a rádio. 
A primeira ouvinte que LATIU ao vivo!
Essa é carihha dela, quando ouvia *MORE THAN WORDS.
Say I LoVe yOUuuuuuuu!



quinta-feira, 6 de julho de 2017

EU & ELE, na Praia do VIAREGGIO

Oi , Amico!
OBRIGADA, por não ligar.
Nesse momento nada tenho a dizer.
SIM, fui atrás dele.
Sozinha.
Quero ELE só para mim.
O Tempo me deu um Templo,
Para que EU contemple...
ELE.
Quem é ELE? 
ELE espera o meu momento acontecer.
ELE lamentou, quando falei do "disse me disse", entre EU e Você.
Chorei e senti vontade de correr,
para os braços da Compreensão.
ELA compreendeu o meu:
-Nãooo!
Fiquei esperando ELE chegar.
No Pôr, nas nuvens, no mar.
ELE não é ciumento,
Deixou o Mar quentinho me AMAR.
Fastidioso Amor-Invernal.
O friozinho trouxe o abraço-maternal. 

Quero conversar com ELE.
Saber quem ELE é, 
Quando esta só. 
Tenho tantas perguntas:
-Como faço para encontrá-lo?
-Como posso tê-lo?
-Onde ELE mora?
Deu vontade de rezar, orar e o tal do sei lá. O Misterioso Divino revelou:
"-Não perca o poder de QUERER TE-LO."
Só e para mim?
Perguntei para o irmão do Ali:
-AQUI, dentro de quem ELE está? 
AGORA aconselhou:
-Pergunte ao Acolá e mergulhe na RESPOSTA.

POR ISSO, estou praticando Aulas de mergulho.
Calei por fora, qdo a Grande Onda me ensinou:
-Fecha a boca!
Abri os olhos dentro D'Agua,
Soltei o Ar preso nas mãos,
Impulsionei o corpo em outra direção. 
Obrigo-me à procura-lo, perto de ti:
-ELE está onde nos desencontramos?
O Pôr do Sol é um velho professor.
-C'Alma! - disseram em coro, os últimos Raios.
ELE vem contigo meu amigo?
Enfraquecido, o Noroeste soprou bem quente:
-Cálice!
E veio a RESSACA.
O Forte Sul suspirou ao pé do ouvido:
-Pre-Villegio?
-Viareggio?
Aqui, ALI, Lá e Acolá apontaram a vazia Mulher na praia deserta.
Não reconnheci a minha voz.
E por poucos segundos...
ELE caminhou ao meu lado.
"Disse que me disse" que ELE disse:
"-Não fomos oficialmente apresentados...
Muito Prazer, Sou o teu SILENCIO!
 
100 palavras, meu Amico
Bjos do THEO CASTRO Pinto.






terça-feira, 4 de julho de 2017

Cansado?

O Homem-Cansado

Sonhou que amanhecia em outro dia.
Levantou-se atrasado.
Não reparou,  que o Sol ainda dormia.
A chuva seguia,
A nuvem dizia:
-Oh! HOMEM Amado!

O Homem-Cansado,
Sorriu na fila do Pão.
Falou muito obrigado,
por educação.
Sentiu falta do café,
da mulher.

O Homem-Cansado,
Dirigiu para o trabalho.
Desviou por um atalho.
O pneu furou,
Ao universo lamentou,
A vida praguejou.
Abriu os olhos cegos para um galho,
Com um gato esfo-miado.

O Homem-Cansado,
Subiu no tronco molhado.
Aos olhos do céu nublado,
O Homem redimiu a alma,
Nos olhos do gato abandonado,
Viu:
O seu cansaço, a sua solidão,
O medo de cair sozinho no chão.

O Homem-Cansado,
Salvou a fome do gato-esfomiado,
Libertando a sua alma egoista.
Todo dia,
O Homem tem mais trabalho.
Chega cansado,
Fecha os olhos para a obrigação,
Brinca com o gato-esfomiado.
Descansado,
O gato mia,
Pede comida,
Ordena a limpeza,
Impõe cuidados ao lar.
O Homem tira os pêlos,
Recompõe os pentelhos,
E vai trabalhar.
Antes, sorri para o gato alimentado,
Deitado em sua cama,
Até a hora dele voltar.
Os dois agradecem o cansaço,
que abençoa a miserável existência
dos solitários esfomiados.

O Homem-Cansado, tem 07 vidas para cuidar.
O Gato-Esfomiado, tem muitas estórias para contar.

Dedicado a Adolfo HITLER (in memorian)

Bjs do teu Amico Theo.

Idéias para nomes de gatos?
Leia a Declaração de Independência dos E.U.A.

terça-feira, 6 de junho de 2017

05 PERGUNTAS D' CARTAS:

1. O Que Tenho Feito?

Tenho ensaiado palavras.
Como um ator amador,
Não estou pronta para a estréia.

Tenho depositado esperança,
Na minha conta de idéias.
Qualquer uma é tão parecida,
Com qualquer outra.

Tenho o mesmo discurso,
Para todos, dois pontos.
Sem originalidade.
Miserável palavras hábeis:
Miserabilidade.

Tenho mudado o parágrafo,
Pulado uma linha,
Colocado o meu travessão:
Oh, Meu amigo-irmão.
Por ti, servi  a todos, 
com o teu Amor pela Gastronomie.
CASTRO-lo-ei.
Castrada a nossa Amizade,
Eis, o teu THEO,
CASTRO, sem o teu Pinto.

2. Por onde Tenho Andado?

Tenho freqüentado bares,

Barrado em lugares,

Que volte e meia dou meia volta, 

E vou ver.     

A beira mar, sinto a minha falta.            Não me lembro de você.          Caminhando ao meu lado...

Me lembro de nós.
Penso em outros que não ouço.
Sou o tolo THEO.
Sou o teu tolo.
Sou o mesmo. 
A Tolice é uma Doença Incurável.
Os tímidos bebem para se soltar.
Os faladores para dizer o que pensam,
Sem receio.
Eu não bebo.
Duas cervejas e a TOLICE aflora.
Organicamente surda,
Leio a tua Paranóia
Ojeriza-Aliada.
A minha Otite-Crônica ri.
da tua voz inflamada,
Infecciosa-difamação-Americanizada.

Desconheces a origem desse meu sorriso torto? 
Uma Herança Paterna.
Papai, não quer que EU esqueça o meu MAU: O ESCÁRNIO.
Pretos Desgraçados são tão engraçados,
Pobres Brancos-Emancipados.
Os Afros-Enjoados merecem compaixão?
Admiro Gueixas e Putas,
Profissionais da Satisfação.
E as Donas de Casas noveleiras,
Que praticam a vadiagem por vocação.
Acredito em quem toma um PORRE,
por pura-diversão.
Bêbados mentem?
Não leio jornais ou vejo imagens Pornôs. (Politicas-TV). 
E o futebol? 
Chutei tudo para o alto,
Pendurei as chuteiras. 

Narração do último jogo:

“Rodeada de Mexericas e Mexeriqueiros.
As cascas abusam da ingênua,
Soledade.
Espirram líquidos ardidos,
O ardor cega.
Arranco-lhe a pele perene.
Adocicados gomos, cobram-me a sorte.
Encontro caroços.
Retiro-os, delicadamente.
Cuspo-os, apaixonadamente.
Saboreio-os, amargamente.
Mexericas são como Caranguejos:
Cascudos, Inibidos e Protegidos.
Exibem a Doce-Infatilidade,
Gostosa D’ Sugar e duros D’Roer.
Semeiam mexericos.
Fujo dessa Paixão-Vampiresca,
Pelas frutas frescas.
Prefiro damascos, passas e ameixas.
Não tenho afeto para doar à colheita.
Gosto de cavar com força, roçar  e plantar.
Não tenho paciência,
para ver crescer e germinar.
Admiro as Belas Pocans.
Desejo-as,
Porquê não me enjoam como a pecaminosa maçã. 
ou Dilatam como o Potássio das Bananas.

3. O que tenho Pensado?

Tenho pensando em Mandiocas.
São Doces ou Salgadas?
O mestre trouxe a discussão para a nossa Mesa:
-Não há alimento salgado na Natureza?

"Apimentado-Desejo.
Azedas-Palavras,
Amarga-Ilusão,
Doce-Mexerica,
Acabou?
O Remorso corroí.
O arrependimento é a cura?
Ajoelhar-me com os dentes rangidos?
O meu soberbo orgulho, nega-te
A lágrima divina,
choro de menina, 
Rezando Salmos,
Exorcizando com louvor.
O egoismo reflete, 
O que sou?
Não penso na cria, quero estar com ele, 
porque me faz bem: TER o que é meu!
Não falta trabalho, dinheiro ou prosperidade.
Falta-me educação.
Invado os limites alheios, agrido com gestos e palavras.
Não ouço o silêncio do outro.
Os homens estão famintos, 
Devoram-se almas, por prazer.
Eu me alimento de mim mesma.
A Antropofagia nos UNE?

4. Onde Tenho Errado?

O Primeiro Erro: Querer estar ao teu lado. O Ultimo erro, (você) ter me deixado. Deixei-me levar por você.

Seja você quem for,
A mesa está vazia.
Morro aos poucos, 
Morro sem dor,
Morro sem o teu amor de Amico.
Tu sabes me ler,
Leia a minha verdade, 
Com outros aprendi mentiras e xícaras,
segredos de sintaxe e dissertação.
Escrevo-lhe com o coração.
ERRADO?
Não tenho mais o último erro, 
nem o primeiro.
Sei que esta esperando uma
Carta de PERDÃO.
Todos estão.
O Perdão é pelo outro ou por nós mesmos?
O Perdão é por ti ou por mim?
O meu Perdão é só seu
Ou posso dar-lhe outro Perdão?
O Perdão de outro...
O Perdão é meu,
Eu não consigo me Perdoar, 
por não tê lo comigo.
O Perdão e o Amigo.
Não quero que me Ame,
sem o teu perdão. 
Quero que compreenda o teu ódio.
Ele não é meu ÓDIO, é teu.
Eu me odeio, pq não Tolero 
Essa minha TOLICE imperdoável. 
O Perdão, sem amor.
O Perdão, por obrigação.
EU NÃO SEI PERDOAR.
VOCÊ não me ensinou. 
Eu não te perdôo por isso. 

5. Com quem Tenho Conversado?
Blá, Blá, sobre os meus namorados.
*Luciano, perguntou:
-Quem você mais amou?
Sem mudar uma virgula, Leia a resposta:
"- Amei aquele que me fez atravessar a arrebentação.O OUT_SIDE. E "tava" uns 2 metrão..."
O Amor-Canceriano me impulsionou, mas esqueci de contar para o *Amico Luciano, quem estava ao meu lado.
Segura e protegida por ti,
A tua AMIZADE encorajou o meu AMOR.
Depois de tomar várias na cabeça...
Volto a tona, para encontrá-lo gritando:
                         - REMA!

*Luciano, tem uma Amiga-Mexerica,
para impedi-lo de cometer alguns erros.
Ele me inspirou essa vontade Canceriana de Re'AMAR...

PS: Daqui a 09 meses é o teu Aniversário. 
Ultima Pergunta D'Carta:  Eu venho aí 
ou Tu vem cá? 











quarta-feira, 5 de abril de 2017

Canção da EX-ILHA

 Para minha Ex-Ilha A TUA CANÇÃO                                      

NÃO TENHO TERRA

Nessa terra que não é minha,

Conquistei o que não tinha:

Esse sotaque D'Garoa,

Esses maus modos à italo-mesa,

Esse costume D'Artista,

Essa roupa D'Modista, 

Essa pressa D'Chegar,

Antes da Morte enterrar:

Essa violência fedida,

Essa peste mau-resolvida, 

Empesteando o meu leito,

Cicloviário.

Não Tenho "Bicicreta"

Vivos às margens da miséria.  

Sou THEO marginal,                           

Beirando as tuas lembranças,

Enterradas no *Jurubatuba.   

Não sou cria da terra.

Sou Criança do sol e chuva.

Tenho saudades de patinar no asfalto, 

 ouvindo as canções da minha terra.                     

Pobre Paulista que sou!

Ex-Ilhado,

Não Amo:   

Esse amor D' Rock and Roll.

Essa luxúria adolescente,

Esses pecados da nossa gente,

Esse povo do capital. 

Amo subir a serra,

A areia é minha terra.  

O mar é o rio que sou.   


Não Tenho Desculpas

Tenho a tua culpa.

Culpa daqueles que abandonam as suas Terras,

Em busca de um novo mundo de novela,

Culpa de mim, 

Esbarrando na falta de educação. 

E"çe" sabe de mais quem.               

Quem se foi é quem tem:             

Desta terra sem guarda e muita chuva.   

Desta terra onde qualquer um na rua beija a minha dor.   

Desta terra que me deu gatos, botas, sombras e metrô.

Desta terra onde aprendi a remar contra a maré, pulando de galho em galho até a SÉ.            

Desta Nostra Terra pelo meu avô herdada.

Nessa canoa furada, 

Sou filho D' João Ninguém.

Papai trouxe essa cantoria,      

Lá das terras de D'Liverpool.     

Mainha veio de lá pequinininha,

Ergueu a esperança em edifícios,

Acrescentou farofa em rios, pontes e over-drives.


Não Tenho Viola

Tenho depressão urbana.

Sou THEO caipira da Capital,

Suburbano Paulistano,    

Amico do neto do Barão,

Vizinho da Prima Matarazzo,

do condomínio do Proletariado,

onde dividimos as terras do playground.

Sem a ArteTônica da Elite Federal,

Engajados no movimento hip e hop e tal.

Não lutamos por uma vaga na garagem,

Pedimos emprestado o dinheiro da passagem.

Aqui, na única Terra que tem uma Ilha cercada de dinheiro por todos os lados? 

BR.ASilha é Exilha.

A Terra dos exilhados latifundiários.

Os verdadeiros Donos dessa TERRA. 

 "Luis Inácio falou, Luiz Inácio avisou..." meu amor cantou.


Não Tenho Língua Afiada

minha tatataraavó Tupinambá, trocou a minha língua nativa por espelhos. 

Herdei essa mania de pentear os cabelos,

E andar nua...

Ultramarinos da pequena Terra D'Camões,

nomearam as flores da Nona Rosa.

Modificaram a sintaxe dos meus arvoredos genealógicos. 

O meu Pau-Mito é herança do Seu Pinto. 

O esposo da völinda,     

Cultuou o Deus Mani.                       

O avô Dom Manuel Castro V,

Plantou em Terra alheia:                                            

Aipim, Mandioca e Macaxeira.   

O patrício serviu-se das Ervas, curando a Vila inteira.  

Herdei das terras do Dom João:                                            

Esse gosto por azulejos,    

Essa vontade de navegar até o Tejo,

Esse descaramento quando vejo:    

Um Homem-Manioca, 

Desenterrando o Pau-Brasil.    


Não Tenho Ouro

Tenho as cores flicks do Ziraldo.

Mario e todos os meus Andrades, deixaram esse meu Ar cosmopolita.

D'Euclides e Guimarães, desbravaram o meu Grande Sertão.     

GIL, arrumou a Casa Grande e a minha Senzala.  

Buarque da Holanda, arrancou as minhas Raízes.                              

O Amado Jorge, me fez mulher dessa terra:

Sou Tieta, Tereza Batista, Gaby Cravo e canela.

OH, meu Capitão de Areia, 

Ensaiando a minha cegueira.

Ai, de ti meu Amico, que tirastes o meu grão de chão!

Oxalá! Deixastes-me a tua espera,

Com Cem anos de Solidão nas mãos. 

Voltastes para proclamar a tua libertação?

-A nossa ILHA é tua?


Não Tenho a ILHA.          

Do outro lado,

Da metade da tua ponte,   

Lá de trás dos teus montes...

Não tenho mais o teu pôr,

Onde milhares de espécies de passarinhos,

são extintos pela nossa falta de amor...

NÃO TENHO o teu Sol que brilha 

De Noite,  

O teu noroeste que empurra

De frente, 

A tua Lua cheia

De dia,

As curvas do ribeirão do teu Vale,

As tuas bananas da estrada,

A tua cachorra perdida nmadrugada.

O mar pequeno do teu logramar

As  tuas dunas, as tuas corujas, os teus vaga lumes,

O teu antigo porto para embarcar,

A grande árvore da pequena Miracatu.

Não tenho a tua protegida Jureia, 

O teu caminho pela Cananeia,

Os teus siris do papi,

As tuas ostras da mami,

O barquinho do pai da ju.

E a tua esperança em Pariquera aÇu.

Nao tenho o nascer vermelho da tua ponta, 

O teu outro lado do Cardoso,

O teu medo da rua do cemitério,

A tua toca do Bugio,

A tua peregrinação até o Cristo.

OH! Meu Bom JESUS do Rocio!

A tua ILHA é o meu alimento infantil.

Equilibrando-me no meio-fio.    

Entre a Terra dos Gigantes       

e o saudoso Balseiro.  

Navegava em paz, 

Em tuas terras neutras.

E AGORA?

Sem a tua Ilha,

Não tenho a barraca do surf do Seu Portuga,

Não tenho a Sorveteria,

Não tenho a tua fila na Padaria,

Não tenho os teus AMICOS De Ilha.


O que Eu Tenho?

Tenho gelo/limão.

O meu navio é a casa dos asilados da minha própria Terra.      

O Haiti é aqui.

Terra do Garçom.    

Terra D'Cabeça OCA.    

Terra D'Peri. 

Naturalmente, o regionalismo me apontou terras para amar.    

Terras D'Alencar!  

Terra dos Gastros-Matriarcais.  

Terra Boa e nada mais.

Terra de quem fala "bobrinha".

Terra da tua Cornucópia minha.

Teu avocado voa até a Terra dos Fraternos Socialistas Comensais.

OH! Minha pequena Normandia!

Todo dia é dia D...

IGUARIA.

As tuas frutas atravessam o meu mar.

.

Não Tenho Atlântida     

Tenho 07 oceanos,

Um braço de Rio,   

Uma lagoa desviada,

Uma bota no Mediterrâneo,

Do meu avô siciliano,

Herdei o Império troiano.                                   

Tenho esses teimosos pés 

de Cimento-Americano.     

Esse desejo católico,                  

De atirar em qualquer um,     

que pisa no teu calo germânico.

Não tenho a Terra Prometida

Tenho a transitória, passageira e breve estadia nesta vida.   

Perdi o meu NÃO,  quando morreu o meu Pai-Cristão.                                                                                             

O Universo Estóico conspirou,

contra o meu castelo Anglo-Saxão.                                 

Shiva congelou o meu coração,                       

Sem o teu perdão,

Queimei fascistas, bruxas, colunistas e até o meio-Ateu.                                                       

Oriental filho meu.     

Guardo os meus ossos carbonizados,

em caixas de papelão.

São as tuas cartas seladas,

em tantas terras que conheci.

Ao teu lado as tuas TERRAS são Santas, 

Quando não estas aqui..
or todos os lados, 

"Tenho uma porção de lágrimas 
cercando as tuas  terras,
por todos os lados
molhando as minhas folhas de papel amassado..."

A TUA FRASE ECOA POR TODA A ETERNIDADE:"A ILHA é Minha!"

A minha TERRA é o silêncio, 

A minha ILHA é ter um lápis na mão.

Exilhada escrevo a tua Canção.

VOLTE PARA A TUA TERRA!

 Do THEO Ex-Ilhado Amico.