quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Karina Buhr, a Filha do Ney.

Ela cantou,
bem alto,
com salto.
Ela pulou,
no palco.

Ela é divertida, é amiga.
Nos apresentou
a banda querida:
"-Nada mal, Catatau"

Ela representou,
de botas e maiô.
Secos e molhados se fantasiou:
-Filha do Ney?
Ela desfrutou,
do que herdou.
Ela é a NETA do Rock and Roll.

Ela tem jeito de menina feliz,
Mulher -Tenaz que diz:
-"Foi isso que fiz, composição."

Ela compoz a ação.
recompoz a canção,
com sotaque e entonação,
se esparramou no chão,
brincou de corre cotia,
em volta das tias.
Ela gritou com emoção:
"- Dorme, antes que você morra."
Ela dançou,
na velocidade do som.
acalmou a tristeza, jogando sob a nossa mesa,
A Rosa D'Hiroshima.

Ela mente, diz que é cantora.
Ela é uma atriz,
uma profissional da arte de Interpretar a ação.

Ela é bela, e tem a tal da inteligência,
Ela divulga a Malemolência.
Graduada na Elite Musical de Pernambuco.
Formou-se e informou-se, com os "Marucos!"
(Fred, Otto, China e o meu Chico)
Especializou-se Mulamba,
E estudou na Escola Superior da Fuleiragem.
E aqui no Sertão, com o Mar de frente, a maresia sente:
Karina colheu as Flores Astrais!

No ILHA Verão 20XV,
A platéia confundiu, admitiu, aplaudiu, Catatau riu, eu gritei:
"-Não Ame Tanto, Karina tem medo de amor de mais!"
Ela respondeu:
"-Menti pra você, não sou atriz, sou POETA!"
Escrever é ter esse "..sentimento mesquinho, 
que a gente sente por dentro.Tenso!"

#Quero que você Leia tudo isso, só para saber, que...
Preciso OUVIR o que KARINA BUHR, escreveu em seu Livro.
Já não aguentava mais, ficar LENDO suas músicas.
Nos vemos na FLIC?

http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2015/04/27/noticiasjornalvidaearte,3428380/livro-leva-karina-buhr-do-palco-a-flip.shtml


Eu, Paty, Ana Cañas e a ILHA no Verão.

Você perguntou, se a PATY é minha amiga?

Eu e Paty não somos amigas.
Paty é amiga da minha irmãzinha mais nova.
Eu e Paty sempre brigamos.
Paty era um menina mimada,que desfilava descalça pelas ruas do bairro.
Paty protestava contra o feminismo-afeminado.
Eu também sou anti-feminista, mas Paty recusava-se a usar sutiã.
Paty enfrentava de peito aberto os reveses da vida.
E porque não gosto da Paty?

Na pós-infância, as dúvidas e as certezas das nossas escolhas infanto-indecisas, eram desvirtuadas na esquina do nosso colégio, o famoso tobogã das Borboletas Psicodélicas.
Eu e tantas outras crianças contávamos as moedinhas, o troco da cartolina e do papel almaço, sem saber qual o propósito do novo sabor, que aquela cor nos revelaria:

-Esse é do quê tia?- apontávamos para o gelinho, suquinho ou geladinho, da cor do céu, da cor do mar e dos olhos do gui-gui.
-Tutti-Frutti.- respondia a tia do gelinho, enquanto conferia,  se os novos cruzados velhos cruzeiros eram reais.
Paty enfiou a mão no isopor da tia do gelinho, que também era a mãe de Emer’Son e Jefer’Son, os filhos do mesmo pai:
“-Quais são a cores e as coisas pra te prender...”- Paty cantou essa música, me mostrando a língua azul.
Paty roubou as palavras do meu amor, Herbert Vianna?
Paty deu o gelinho para uma criancinha do planedi (antigo Pré), que não conseguia chegar até o isopor, e provavelmente não tinha o troco do papel almaço.
Por isso, até hoje, desconfio do sabor Tutti-Frutti e do bom coração da Paty.

Na pós-adolecência, Paty ficou muito gorda, porque tinha olhos maiores do que a barriga.
Paty só não comeu o fusca porque era verde.
Paty era matematicamente inteligente e a sabedoria das ruas, fez com que Paty se profissionalizasse em Fazer Arte.
Paty pintou o sete e deixou todos de quatro. Boquiaberta, mamãe repetia:
“- Não acredito que Paty fez isso!”
Na juventude, eu me montava, travestia a minha identidade sub-urbana-praiana, e frequentava os bailes da elite caipira-paulistana.
Paty atravessava a roda, esbarrava em meu ombro e apontava as suas unhas mal-feitas:
-Sei onde você mora?
-Uma ameaça?- alguns temiam Paty, a sua gordura ilícita intimidavam as pessoas da alta sociedade, mas eu olhava para Paty, uma pobre garota gorda perdida e falava em tom arrogante:
-Sua vozinha sabe que você anda descabelada por aí, Paty?
Paty ficava enfurecida, gaguejava e seus movimentos ficavam descontrolados.
Paty  não se importava em ser chamada de filha de puta,
Mas o nome Avó, é sagrado, só Paty pode pronunciá-lo.
Uma vez, Paty comeu um copo de vidro, essa estória paira na mente dos ouvintes, como um ato de bravura ou coragem.
Paty mastigou o vidro, para não estrangular a cabeça da pequena pensante.
Pablita, que não mistura rosa com preto, agradece o cérebro intacto,que pensa antes de dizer Avó.
O verdadeiro ato de coragem da Paty, foi amar a si mesma como o outro a odiou, e amar o próximo que negou o teu amor. Claro, que crescemos, ficamos adultas.
Eu e Paty estávamos descurtindo uma festa de New Metal, porque somos da Tribo de Jah.
Paty sobriamente, se aproximou da minha namoradinha, dizendo que eu era um Príncipe Encantado, A namoradinha- chatinha fez um a lista de todas as coisas, que ela não gostava:
-Leite, beterraba, cenoura, dias de Sol e a minha amiga Paty.
-Paty não é minha amiga.
-É sua ex?- questionou a namoradinha.
Os amigos batem o pé, dizendo que Eu e Paty somos enrustidas.
Eu sou gay, Paty é Lésbica, e nossa irmandade beira ao sentimento cristão do arco-íris.
Em outros momentos, ficamos unidas e hasteamos a bandeira gay da dor.
Paty engordou muito e foi internada em um SPA.
Eu atendia as ligações da Paty, com palavras de consolo, mas desligava o telefone com a certeza:
-Paty,vai voltar de lá, ainda mais gorda.
E para a inveja de todas, Paty voltou magérrima e pronta para um banquete.
Informou-se e formou-se Artista, que divulga Arte à toa, no prazer de sentir Dor.
Eu e Paty vivemos os bons tempos do Venice, Vento Forte, Projeto, Rock Brasil, Camburi, Juqueí e Maresia.E nossa discussão continuava:
-Ilha do Cardoso, Paty dizia, quando Eu voltava da Ilha Comprida.
Eu e Paty dividimos o mesmo espaço, o mesmo livro, os mesmos conselhos da mamãe:
-Esquece o vento do oriente, saí dessa Brisa...
Eu e Paty compartilhamos o nosso ódio pelas benções da vida.
Eu e Paty nunca discutimos, a nossa condição distintamente sexuaintelectualizada,  pelas nossas amigas. Nunca esqueci, quando desci de saltos o morro do Deus me livre, e fui obrigada a pedir carona para Paty. Escandalizada, Paty olhou nos olhos vermelhos do meu vulgo boyfriend e disse:
-Só tem lugar para um no carro. Ele vai comigo, você fica.
Paty abraçou, o ex-futuro pai dos meus filhos, apresentou-o, para todas as suas amigas gostosas do psi-trance.
Eu corri para os braços do mar da Praia do Meio, a praia dos gays. E pedi para Iemanjá afogar a Paty.
Quando voltei Paty, me disse:
“-Esquece esse amor-subliminar, esse não é o amor, que sua mãe sonhou em te casar.”
Paty casou e tem 03 filhos, realizou seu sonho de menina, mimada, criada e educada pela avó.
Na escola das mães, Paty me dava carona em dias de chuva, e nós falávamos mal da Val, da Shirley e do preço do Tomate.
Paty é uma das melhores mães que conheci, e atualmente sofre com a saudade da mulher e dos filhos.
Paty foi novamente internada, após uma complicação pós-cirúrgica, na redução do seu estômago.
Eu estou preso, ilhado, e como todo presidiário me converti ao sagrado.
Sou Devota da música, e proclamo com louvor, uma prece musical em nome do amor.
O amor de Paty, pela famiglia e Amicos.

#Oremos Irmãos, por Ana, que não compareceu ao Show no ILHA Verão, porque está com Pedra na Vesícula.
Que todas as Pedras saiam do nosso caminho.
-Ana Cañas é uma droga!- disse Dom Henrique.
Eu e Paty não concordamos com você. Ouvindo a doce voz de Ana, tiramos algumas pedras, dos nossos sapatos.





ILHA Verão: E os momentos que nos UNEM, fora do Tempo.


#OUÇA: Os Momentos que nos UNEM, fora do Tempo.

Oi, quanto tempo, né?
O que tem feito esse tempo todo?
Eu estou aqui, presa em outro tempo.
Onde o tempo demora a passar.
Parece que faz tempo, que o tempo mudou.
Passo o tempo todo, pensando em ti.
Mentira, tenho pensado pouco.
Há pouco tempo, para pensar.
O tempo é lento e tudo cansa.
O cansaço é superado, pela vontade de ficar, por muito tempo.
E se você tiver um tempinho,
vem passar um tempo comigo?
Antes que o tempo mude.
O sol arde ou queima as lembranças do passado.
Dourados raios temporais.
E lá vem o vento, o mesmo vento do velhos tempos:
vento sul, norte, noroeste, leste e a tempestade de areia.
As filhas órfãs das dunas mortas vingam-se no asfalto.
As brisas se enfurecem, na beira-mar.
A estrada que nos leva para o centro, foi deteriorada pelo tempo.
O tempo passou e me vejo no futuro, quando olho as paisagens atemporais.
Eis, que me encontro no tempo que sonhei, quando tinha tempo para sonhar.
Esse é o lugar, onde vi o primeiro céu estrelado,
Onde as nuvens rosas combinam com as pretas.
Fecho os olho para o tempo, e a chuva acorda outro pensamento.
Mudam-se as cores, o tempo todo, as águas do mar finge que não é azul.
Chuva e Sol é dia de casamento, Sol e chuva, o dia fica lento.
Não tenho pressa, a bike ajuda a ganhar tempo.
Depois volto empurrando, contra o vento.
E como aqui o tempo é longo,
Preciso de pouco tempo para pousar.
E a única coisa que estraga o meu dia,
É não conseguir acordar antes do Sol.
Ele me chama, me ama, diz que a chuva vai passar.
E do outro lado, dessa porção de Terra cercada D’Agua,
vive o pequeno Mar.
E parece que o tempo não passou para ele,
O mar pequeno continua jovem, cheio de vida,
peixes, siris, arvores nativas e pássaros da região.
O clima é de luta, contra a extinção.
O Rio nos conecta com a cidade (Iguape), e vai até o Paraná,
onde o Catamarã vai passear.
Os barcos ficam ancorados na Marina.


Ah, Marina, preciso te contar. Tá com tempo?

No Ilha Verão tem muitos shows gratuitos, de frente para o Mar.
No Centro Cultural, podemos nos sentar e sentir o artista.
Eu fui além, além Mar... pela Marina.
A artista tirou os saltos, sentou-se no divã, agarrou-se em seu violão.
Eu esperei, acontecimentos..
Antes, entreguei uma cartinha para a produção do show.
E quando ela se levantou, corri para colocar os sapatos no pezinho dela.
Ela não é sapatão, seu pés são delicados e as unhas estavam pintadas de vermelho.
Você sabe, Marina, é a minha MadonaTupiniquim, a única mulher que me apaixonei.
Naquela mesma tarde, fui atrás dela no Iate Clube, mas ela estava hospedada em outro lugar.
Parecia um bobo-apaixonado, sentado, esperando a antiga balsa chegar.
- Novos tempos!- disse Deus, que construiu uma ponte entre Eu e o divino.
A música: “Deve ser assim o céu deve isso pra mim..”
Preciso de um fotografo para registrar e resgastar essas mensagens e imagens do Tempo.
Quando vejo o nascer ou pôr do SOL, penso nas pessoas....
Agradeço o tempo todo, essa solidão com vista para o MAR.
E O nosso tempo vai chegar?
Tenho fé na brevidade do TEMPO.
A nossa co-existência está ao sabor dos Ventos.

Ah, muitos artistas escondem a passagem do tempo,
mas os tiozinhos do MPB4,
Provou que existem músicas que o tempo não apaga.
Roda-Viva, fala dos tempos difíceis, nossos tempos do agora.

“A gente vai contra a corrente. Até não poder resistir. Na volta do barco é que sente.O quanto deixou de cumprir.Faz tempo que a gente cultiva.A mais linda roseira que há. Mas eis que chega a roda-viva.
E carrega a roseira pra lá. Roda mundo.
E lá se foi..
#ELE, rodopiou para outro Lugar.ELE?